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Veja como a gamificação pode ser uma saída criativa para treinamentos

Liderança e competências comportamentais são a bola da vez nesses tempos tão desafiadores. Talvez sempre tenha sido, mas nunca como hoje sentimos tanto a urgência de substituir os chefes por líderes.

Internamente a autoridade deixa de ser um paradigma da gestão e observamos cada vez mais crescer o modelo de decisão colaborativo e multifuncional. Isso leva a uma maior interação entre as várias áreas da empresa e à necessidade de desenvolver a capacidade de nos movimentarmos nesse contexto.

Com stakeholders externos, o cenário de concorrência crescente e o esgotamento das oportunidades de crescimento à medida que aumentamos a eficiência das operações fazem com que precisemos cada vez mais colaborar com fornecedores e clientes, sendo também aqui crítico desenvolver skills de relacionamento, influência e proatividade. Por isso torna-se fundamental desenvolver competências comportamentais.

Competências comportamentais e impactos no mapa financeiro

No entanto, uma verdade se mantém teimosamente inalterada: nas empresas tudo se reflete nos mapas financeiros, seja no balanço, no Profit & Loss Statement (ou simplesmente P&L – Demonstrativo de Lucros e Perdas), no mapa de cash flow, etc. O que se fizer de bom ou de mau dentro do negócio terá inevitavelmente um impacto em algum mapa financeiro.

Vendas perdeu um grande negócio? O P&L será afetado e o lucro vai cair. Suprimentos fez uma compra exagerada para ter melhores condições de pagamento? O P&L vai melhorar, mas o balanço vai ficar mais negro. A campanha de marketing passou uma mensagem desalinhada com a imagem do produto? O valor das ações vai cair de imediato. Todas as ações de gestão têm um reflexo claro no valor capturado pelos mapas financeiros.

Sim, vivemos tempos em que cresce – e bem – a consciência para as soft skills, para competências comportamentais e para temas, como motivação, resiliência e accountability. Todos eles são fundamentais, mas se não os conectarmos com o negócio de forma tangível e consequente, esse esforço será inglório e o valor não será capturado. Teremos líderes com inteligência emocional, mas sem saber o que fazer com ela. Será como ter a alma de um Klimt ou de um Vermeer, mas não ter a técnica para pintar ou desenhar uma obra de arte.

Só que um treinamento financeiro será sempre mais difícil de executar de forma estimulante e engajadora. Não é fácil passar conceitos financeiros e nem sequer agarrar a atenção dos executivos nesse esforço.

Transforme seu time de líderes com a gamificação

E é aí que a gamificação surge para viabilizar esse esforço e para transformar um patinho feio num cisne esplendoroso – um treinamento chato e monocórdico numa vivência de aprendizagem rica, engajadora e memorável, utilizando simulações, competição e passando o conhecimento de forma experiencial. E dessa forma somaremos propósito às competências comportamentais desenvolvidas nos treinamentos de liderança.

Um mapa de competências comportamentais é uma poderosa ferramenta de gestão para a sua empresa. Isso porque ele permite identificar os pontos fortes e fracos das equipes, e, a partir disso, as ações estratégicas podem ser alinhadas de acordo com os resultados. A gamificação da força de vendas é feita para reconhecer conquistas e esforços, identificar problemas e pontos para um feedback com mais qualidade, e ao mesmo tempo estimular a colaboração e o trabalho em grupo para atingir um objetivo comum.

O comercial desenvolveu competências de relacionamento e é agora capaz de fechar transações e de conduzir a negociação com mais facilidade, mas qual o melhor? Vender R$ 100 mil com 30 dias de prazo de pagamento ou R$ 120 mil com 40 dias? Se não entender os impactos de cada opção e analisar o cenário da empresa poderá destruir valor sem sequer dar conta disso.

O comprador tem agora um relacionamento muito mais colaborativo com os fornecedores, mas agora o provedor de matéria-prima propõe um desconto de 0,8% se a companhia aceitar comprar em quantidades mínimas por pedido de 50 paletes ao invés das 30 que atualmente adquire a cada vez. Vale a pena? Quais os impactos disso? Se não os entender poderá tomar uma decisão ruinosa para a empresa.

Um bom ou um mau ano numa empresa é o resultado de uma quantidade de grandes e pequenas decisões que tiveram ou não em conta os seus impactos. Dominar os conceitos de negócio e financeiro é, sim, parte desse esforço de desenvolver boas lideranças que tragam realmente valor para as empresas. E por isso deve fazer parte do esforço de desenvolvimento das nossas lideranças. Para que os nossos “artistas” tenham a técnica para produzir maravilhosas obras de arte para as organizações e para que se cumpram enquanto verdadeiros líderes.

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