Human resources manager communicating with positive vacancy applicant on employment interview at office. HR specialist talking to job candidate, looking through CV

O que te impede de mudar?

Durante os 15 anos de experiência em Recursos Humanos, posso afirmar que pelo menos 10 deles assumi um papel de Agente de Mudança. Vivenciei organizações que precisavam mudar para crescer ou para serem mais saudáveis.

Tive muitos aprendizados nesse caminho e queria neste artigo compartilhar os que considerei mais relevantes e que tenho percebido, nas minhas interações, que ainda são temas delicados nesse processo.

Você já ouviu falar de Barreiras invisíveis? Pois é…elas existem! De uma forma simplista são as resistências, os medos, as paralisias, os desconfortos, as inseguranças, as insatisfações ou simplesmente as opiniões contrárias aos caminhos definidos. E o contrário aqui, não de uma forma construtiva, mas paralisante.

Elas são, em sua maioria, veladas. Sendo tratadas como conversas de corredor causando agendas ocultas “minando” a mudança. Isso ocorre como defesa, para tentar nos proteger da ameaça que estar por vir. Falar sobre nossos medos e inseguranças ainda é um grande tabu dentro das organizações. Não podemos “confiar” em qualquer pessoa para expor nossa vulnerabilidade ao processo. Será?

Será que não tem nenhum caminho possível onde eu possa falar, ser ouvida, respeitada e ainda contribuir no processo de mudança?

Você já passou por isso? Já se pegou impedindo a mudança? Já sentiu medo, desconforto, insegurança de tal forma que te impediu de mudar?

Como foi? Que sentimento você sentiu? O que poderia ter sido feito para que você se sentisse mais confortável e conseguisse viver a mudança de uma forma mais saudável?

Na minha experiência, sempre que tive uma liderança que me ouvia, me acolhia, eu me abri para o que era diferente a mim. Mesmo não concordando. Confesso que sempre tentei influenciar sobre meu ponto de vista, e aprendi que também precisava ceder. Não foi fácil, mas foi um caminho que me levou para construções e relações saudáveis.

Nem sempre mudei, e tudo bem! Mas quando mudei, mudei de forma consciente. Fiz uma escolha e segui em frente. Me respeitando e respeitando o outro. Para chegar neste patamar, vi pessoas recorrerem a recursos diversos. E essa é a beleza da mudança. É você se conhecer a ponto de saber e escolher conscientemente qual o seu melhor caminho! Inclusive o de não mudar.

Stephen Covey fala que precisamos focar naquilo que está sobre nosso controle. Vi muitas pessoas sofrerem no processo de mudança, pois queriam assumir a responsabilidade por algo que não estavam em seu controle, mas que só era possível influenciar. Esse entendimento faz toda a diferença para que você possa viver o processo de forma genuína, Coerente e sem muitos conflitos.

Além de focar no que está em nosso controle, ter uma liderança próxima, aprendi nessa jornada que precisa construir alianças fortes para aumentar meu nível de influência interna e o “alcance da minha voz”.

Identificar quem eram as pessoas chave para que a mudança acontecesse, me aproximar para ter a possibilidade de trocas individuais até para que eu também pudesse conhecer com mais propriedade a verdade e o ponto de vista do outro, sempre me trouxeram ganhos e confiança durante o processo.

Como RH, vi muitas pessoas adoecerem quando a empresa decidia mudar e elas não estavam ou se não se sentiam preparadas. Tive uma colaboradora que travou a coluna. Nossa como aprendi com ela. O medo de não dar conta do que estava sendo pedido fez com que ela paralisasse, literalmente. Muitos anos de casa, uma pessoa extremamente responsável, dedicada, mas com um nível de autocobrança acima da média.

Essa situação me levou a assumir um papel de liderança acolhedora, também vulnerável, mas parceira no seu processo de aprendizado. Precisei ser, antes de profissional, uma Pessoa empática ao medo do outro.

O resultado disso? Uma coluna saudável, uma relação de confiança construída num alicerce que eu nunca tinha experimentado antes. Conseguimos, juntas, passar pela etapa do medo, evoluímos para mudar hábitos e nos abrir para novos aprendizados.

Essa é meu quarto aprendizado: criar relações de confiança através da empatia e da relação genuína de vulnerabilidade.

E você, quais aprendizados teve na sua jornada de mudança? Tem algo que te paralisa e te impede de mudar? Conta pra gente. Espero que os meus aprendizados possam te ajudar a transpor suas barreiras invisíveis e te levem para um lugar de segurança e de realização.

Nara Brasil

Consultora Certificada da XL Consultoria

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