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Gamificação no treinamento torna-se a queridinha dos RHs

Você sabe o que é gamificação? Tem amigos que já interagiram com essa metodologia e relataram os resultados positivos que ela agregou em sua trajetória pessoal e profissional? Se a sua resposta foi negativa para ambas as questões, fique tranquilo.

A gamificação é uma metodologia que só mais recentemente vem ganhando espaço no Brasil, principalmente entre as grandes corporações que enxergam no seu capital humano o caminho das pedras para a manutenção ou incremento de seus negócios. Nas últimas décadas, as empresas têm enfrentado inúmeros desafios que as têm levado à adoção de ações que causem impacto e tragam resultados por meio de sua mão de obra.

Nesse cenário, a gamificação é uma técnica que consiste em aplicar alguns dos elementos mais típicos dos jogos nas empresas para aumentar o engajamento dos colaboradores, o que a torna uma ferramenta das mais queridas pelos gestores de Recursos Humanos das companhias.

Trocando em miúdos, o processo de aprendizagem experiencial por meio da gamificação exige as habilidades analíticas de uma pessoa, para que ela realmente entenda e com isso possa reter o conhecimento por mais tempo. “Para nós era importante aumentarmos a percepção e principalmente a consciência do nosso time de vendas com as variáveis de negócios e o impacto e cada uma delas nas responsabilidades de cada um. E o treinamento experiencial por meio da gamificação nos ofereceu exatamente isso, fazendo com que todos colocassem as mãos na massa e ao mesmo tempo desenvolvendo uma capacidade analítica e crítica em cada participante”, observa Anderson Arruda, gerente de Efetividade e Desenvolvimento em Vendas da Nestlé Brasil (clique aqui e veja a live gravada Nestlé e a revolução no jeito de treinar).

Gamificação, mais do que treinamento, uma experiência

O aprendizado experiencial consiste em proporcionar ao colaborador de uma empresa a oportunidade de executar uma tarefa em ambiente controlado e dentro dos seus próprios paradigmas e de aprender com essa experiência convivendo com as consequências dessas escolhas. É um modelo prático que gera muitos insights, principalmente por ser hands on, dinâmico e interativo. Em suma, deixa de ser um treinamento para tornar-se uma experiência.

Essa experiência pode ser aprimorada ainda mais quando utilizamos elementos da gamificação para gerar engajamento, identificação através de avatares por exemplo, competição entre indivíduos ou grupos, recompensas, entre outros.

Em um mercado onde as corporações investem na qualificação de seus profissionais (50% para colaboradores e 50% para lideranças – 20% alta liderança e 30% de gerência e supervisão -, como aponta o 14º Panorama de Treinamento no Brasil), o advento da aprendizagem experiencial com a gamificação traz resultados muito além dos habituais cursos, webinars e treinamentos.

Quanto mais prático, melhor

Senão, vejamos o que diz a Pirâmide de William Glasser. Ela aponta que as pessoas aprendem ou assimilam 10% quando lêem o conteúdo proposto de um treinamento e 20% quando o ouve. De acordo com o pesquisador, é a prática menos eficaz para trazer resultados positivos ao aluno.

Ainda de acordo com a Pirâmide de William Glasser, quando o conteúdo é apenas observado, 30% da matéria é assimilada, percentual que sobe para 50% quando se ouve. O índice chega a 70% quando o assunto é debatido, despertando a curiosidade, o espírito crítico e criativo.

 Ao experimentar o conteúdo apresentado, a aprendizagem experiencial com a gamificação é ainda mais eficaz: 80%. Para que isso ocorra de maneira eficiente, deve-se colocar a mão na massa e promover a interação da teoria com a prática. “Estamos vivendo um boom de plataformas digitais e tínhamos todas as avalanches de informações acontecendo pela internet. Mas não queríamos um treinamento nos formatos tradicionais, como um webinar ou reuniões de discussões”, diz Anderson Arruda.

A solução de Arruda foi promover a gamificação em seu time de vendas na Nestlé Brasil. “Precisávamos que a equipe sentisse no mundo virtual toda a realidade, mesclando conceitos de negócios e rentabilidade. Muitos de nós ficamos vendo o ROI (retorno sobre o investimento), mas a etapa mais gratificante começa ao término de cada rodada com o feedback de cada um deles”, diz o executivo.

Treinamento com complementariedade de conhecimento

No caso o treinamento da Nestlé Brasil, propositalmente os grupos foram divididos com pessoas de canais diferentes. Como em um ambiente de “laboratório”, ao invés de segmentar as equipes, foram efetuadas as trocas. É uma maneira lúdica e prática em promover responsabilidades entre os participantes, de maneira com que cada um deles pudesse sentir que cada decisão tinha seus impactos.

Por isso a gamificação dá resultados. A equipe de colaboradores é exposta à aplicação de um processo, de uma ideia ou de uma estratégia segundo os seus próprios conceitos e paradigmas. E ela também é confrontada com as consequências das escolhas levando-a a assumir a responsabilidade pelos seus atos.

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